Primeiro caça Gripen produzido no Brasil é apresentado pela Embraer
Aeronave F-39E faz parte de contrato de US$ 4 bilhões com a FAB e integra programa com transferência de tecnologia
Fonte: G1
Primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil apresentado em Gavião Peixoto, SP — Foto: Saab/Divulgação
O acordo firmado em 2014 prevê a aquisição de 36 aeronaves, com investimento total de US$ 4 bilhões. As entregas começaram em 2020, e 11 unidades já foram incorporadas à FAB. Parte da produção ocorre no Brasil, com montagem na unidade da Embraer e participação de uma cadeia de suprimentos nacional e internacional, incluindo estruturas fabricadas pela Saab em São Bernardo do Campo. Ao todo, mais 14 aeronaves devem seguir o modelo de produção local previsto no contrato.
O Gripen pode atingir até 2,4 mil km/h, cerca de duas vezes a velocidade do som, com autonomia de até duas horas e meia de voo. A aeronave também conta com capacidade de reabastecimento em voo, ampliando o alcance operacional. O caça já foi colocado em alerta de defesa aérea em 2026, o que permite sua utilização em missões reais de proteção do espaço aéreo, incluindo a região da capital federal.
O modelo reúne sistemas de guerra eletrônica, comunicação criptografada e sensores integrados. Entre os recursos estão alerta de radar (RWR), contramedidas eletrônicas (ECM), alerta de mísseis (MAWS) e datalink nacional Link-BR2, que permite comunicação segura em tempo real. Também inclui armamentos de longo e curto alcance, como os mísseis Meteor e IRIS-T, além de sistemas de ataque eletrônico e geração de alvos falsos.
Segundo a FAB, o programa envolveu mais de 300 engenheiros brasileiros em treinamentos e desenvolvimento na Suécia e gerou cerca de 2 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. A produção do Gripen no Brasil consolida a participação do país em etapas estratégicas da indústria de defesa e amplia a capacidade tecnológica nacional no setor aeronáutico. A aeronave apresentada ainda passará por testes funcionais e voos de ensaio antes da entrega final e integração à frota já em operação na Base Aérea de Anápolis.
Primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil apresentado em Gavião Peixoto, SP — Foto: Saab/Divulgação O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil é apresentado nesta quarta-feira (25) pela Embraer, em Gavião Peixoto (SP), com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades do setor. A aeronave integra o programa de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB) e é desenvolvida em parceria com a sueca Saab, com transferência de tecnologia e participação de engenheiros brasileiros. O modelo passa a substituir os caças F-5, em operação há décadas, e pode ser utilizado em missões de defesa, reconhecimento e ataque. O Gripen é equipado com sistemas avançados de combate, incluindo mísseis como o Meteor e canhão.
Produção e contrato
O acordo firmado em 2014 prevê a aquisição de 36 aeronaves, com investimento total de US$ 4 bilhões. As entregas começaram em 2020, e 11 unidades já foram incorporadas à FAB. Parte da produção ocorre no Brasil, com montagem na unidade da Embraer e participação de uma cadeia de suprimentos nacional e internacional, incluindo estruturas fabricadas pela Saab em São Bernardo do Campo. Ao todo, mais 14 aeronaves devem seguir o modelo de produção local previsto no contrato.
Capacidade operacional
O Gripen pode atingir até 2,4 mil km/h, cerca de duas vezes a velocidade do som, com autonomia de até duas horas e meia de voo. A aeronave também conta com capacidade de reabastecimento em voo, ampliando o alcance operacional. O caça já foi colocado em alerta de defesa aérea em 2026, o que permite sua utilização em missões reais de proteção do espaço aéreo, incluindo a região da capital federal.
Tecnologia embarcada
O modelo reúne sistemas de guerra eletrônica, comunicação criptografada e sensores integrados. Entre os recursos estão alerta de radar (RWR), contramedidas eletrônicas (ECM), alerta de mísseis (MAWS) e datalink nacional Link-BR2, que permite comunicação segura em tempo real. Também inclui armamentos de longo e curto alcance, como os mísseis Meteor e IRIS-T, além de sistemas de ataque eletrônico e geração de alvos falsos.
Impacto industrial
Segundo a FAB, o programa envolveu mais de 300 engenheiros brasileiros em treinamentos e desenvolvimento na Suécia e gerou cerca de 2 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. A produção do Gripen no Brasil consolida a participação do país em etapas estratégicas da indústria de defesa e amplia a capacidade tecnológica nacional no setor aeronáutico. A aeronave apresentada ainda passará por testes funcionais e voos de ensaio antes da entrega final e integração à frota já em operação na Base Aérea de Anápolis.
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