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Barueri ,28/03/2026

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O poder e as mulheres: a realidade da próxima eleição

Mesmo sendo maioria da população, mulheres ainda ocupam espaço reduzido em cargos eletivos, inclusive na região do Cioeste


O poder e as mulheres: a realidade da próxima eleição Mauro Sérgio Santos é jornalista, pós-graduado em Comunicação e Responsabilidade Social com MBA em Administração.

Março é o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. A data remete a 8 de março de 1908, quando mais de 15 mil mulheres marcharam em Nova York em busca do reconhecimento de seus direitos trabalhistas.

No Brasil, a primeira mulher eleita foi Luiza Teixeira, em 1928, prefeita da cidade de Lajes (RN), um estado historicamente marcado por uma cultura conservadora. É possível imaginar a força necessária para ocupar esse espaço naquele contexto.

Também elegemos uma mulher presidente: Dilma Rousseff, em 2010. Independentemente das opiniões sobre seu impeachment, o fato é que sua eleição representou um marco importante na política nacional.

Na nossa região (Cioeste), ainda não temos nenhuma prefeita eleita. Contamos com nomes como as deputadas Bruna Furlan (Barueri) e Camila Godoi (Itapevi), mas, para uma região com mais de 3 milhões de habitantes, a representatividade feminina ainda é muito baixa.

Segundo já noticiado, Bruna Furlan não deverá concorrer à reeleição. Há expectativa de que dispute um cargo de maior relevância.

O que chama atenção é o baixo número de mulheres na política. Trata-se, sim, de um ambiente ainda predominantemente masculino, que precisa ser mais equilibrado. As cotas mínimas de 30% muitas vezes não são cumpridas e, em alguns casos, são apenas formalmente atendidas.

Hoje, grandes empresas já contam com mulheres em posições de liderança, que alcançaram o topo por mérito. Ainda assim, é legítimo questionar o que falta para atrair mais mulheres para a política. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui cerca de 6 milhões de mulheres a mais que homens — são 51,5% da população, contra 48,5%.

Na nossa região, há nomes importantes na política, como Ângela Maluf (Cotia), Mirelle Trevisan (Araçariguama), Ana Maria Rossi e Carol Cerqueira (Osasco), Gilmara Gonçalves (Carapicuíba), Jéssica da Farmácia (Pirapora do Bom Jesus), Selma Cezar e Rosália Dantas (Santana de Parnaíba), Cris da Maternal e Dra. Cláudia (Barueri), Camila Amorim (Jandira) e Fátima Rocha (Vargem Grande Paulista), além das deputadas já mencionadas. Ainda assim, trata-se de uma lista pequena diante do tamanho e da importância da região.

Viva o 8 de março. Viva as mulheres — mães, filhas, irmãs, líderes e protagonistas. Afinal, não há um ser humano sequer que não tenha vindo de uma mulher. Por isso, o dia da mulher deve ser celebrado todos os dias.




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