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Barueri ,01/09/2026

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PIB cresce 0,5% no segundo trimestre, com avanço do agro e queda no consumo das famílias

Economia soma R$ 3,4 trilhões; extrativas e informação e comunicação avançam, enquanto transformação, construção e consumo recuam no trimestre

Fonte: Business S/A
PIB cresce 0,5% no segundo trimestre, com avanço do agro e queda no consumo das famílias Fotos: Divulgação

O Produto Interno Bruto do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo o IBGE. O resultado mantém a economia em expansão, mas mostra perda de ritmo diante da alta de 1,1% registrada no primeiro trimestre. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 3,426 trilhões. 

A composição do crescimento foi desigual. A Agropecuária avançou 2,8% no trimestre, enquanto as Indústrias extrativas cresceram 3,4%. Informação e comunicação também teve desempenho positivo, com alta de 2,1%.  Na direção oposta, a Indústria de transformação recuou 0,4%, mesmo percentual de queda registrado pela Construção. O consumo das famílias, um dos principais componentes da demanda interna, também caiu 0,4% frente ao primeiro trimestre.

Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 1,2% no trimestre. Apesar disso, a taxa de investimento caiu de 16,6% para 16,1% do PIB, sinalizando uma participação menor dos investimentos na economia. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB cresceu 2%. A Agropecuária avançou 6,8%, as Indústrias extrativas subiram 12% e Informação e comunicação cresceu 8,4%. Já a transformação recuou 0,9%, enquanto o consumo das famílias teve alta de apenas 0,5%.

O ritmo anual também ficou abaixo do observado um ano antes. Na série revisada do IBGE, o PIB havia crescido 2,4% no segundo trimestre de 2025, enquanto o acumulado do primeiro semestre avançava 2,7%. Em 2026, essas taxas ficaram em 2% e 1,9%, respectivamente. O crescimento acumulado em quatro trimestres também desacelerou, de 3,3% no segundo trimestre de 2025 para 1,9% em 2026. No mesmo intervalo, a alta dos investimentos caiu de 4,1% para 1,4%, enquanto o consumo das famílias passou de 1,8% para 0,5%.

Entre as contas nacionais, a necessidade de financiamento da economia caiu de R$ 53,1 bilhões para R$ 36,3 bilhões. O conjunto dos dados mostra um segundo trimestre sustentado principalmente por Agropecuária, extrativas e informação e comunicação, enquanto consumo, transformação e construção limitaram um avanço mais forte da atividade.




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