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Barueri ,15/07/2026

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Singapura, Zurique e Mônaco lideram custo de vida de luxo, que sobe 10,2%; São Paulo é 12ª

Custo de vida de luxo foi pressionado principalmente pelo câmbio, segundo ranking do Julius Baer; joias subiram 16,4% e relógios ficaram 15,5% mais caros

Fonte: Business S/A
Singapura, Zurique e Mônaco lideram custo de vida de luxo, que sobe 10,2%; São Paulo é 12ª Foto: Divulgação

O custo de vida de luxo subiu 10,2% em dólares nos últimos 12 meses, segundo o Relatório Global sobre Riqueza e Estilo de Vida 2026, do banco suíço Julius Baer. Singapura permaneceu como a cidade mais cara do mundo para pessoas de alto patrimônio, seguida por Zurique e Mônaco. São Paulo avançou para a 12ª posição. Zurique subiu três lugares e chegou ao segundo posto, impulsionada principalmente pela valorização do franco suíço diante do dólar. Mônaco entrou pela primeira vez no top 3, sustentado pela força do euro e pelos preços elevados dos imóveis residenciais.

Hong Kong caiu para a quarta colocação, enquanto Londres recuou para o quinto lugar. Pela primeira vez em três anos, nenhuma cidade dos Estados Unidos apareceu entre as dez mais caras. Nova York foi a cidade norte-americana mais bem posicionada. O índice calcula o custo de uma cesta com 20 bens e serviços associados ao estilo de vida de alta renda em 25 cidades globais. Segundo o Julius Baer, o câmbio teve influência maior do que a inflação doméstica na movimentação do ranking de 2026.

A Europa registrou a maior alta média entre as regiões analisadas, com avanço de 14,1% em dólares. Zurique, Mônaco, Paris, Milão e Frankfurt ganharam posições. Na Ásia-Pacífico, os preços aumentaram 7,4%, abaixo da média global. A região asiática manteve cinco cidades entre as dez primeiras: Singapura, Hong Kong, Xangai, Sydney e Bangkok. Sydney teve o maior avanço do levantamento, subindo seis posições e chegando ao oitavo lugar.

Os bens de luxo ficaram, em média, 12,3% mais caros, superando o aumento registrado nos serviços. A valorização do ouro contribuiu para uma alta de 16,4% nas joias e de 15,5% nos relógios. O estudo também identificou mudanças nas decisões de consumo e investimento. Entre 82% e 95% dos entrevistados demonstraram preocupação com a geopolítica, enquanto parte dos investidores aumentou a exposição a metais preciosos, liquidez e diversificação geográfica.

Na Ásia-Pacífico, 73% dos participantes ampliaram a diversificação das carteiras, 53% aumentaram posições em metais preciosos e 46% expandiram a exposição a diferentes mercados.




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