Marca de bolsas Victor Hugo é alvo de pedido de falência por dívida fiscal de R$ 1,2 bilhão
Pedido envolve grupo econômico Victor Hugo e cita passivos com União e Estado do Rio de Janeiro
Foto: Divulgação A marca brasileira de bolsas de couro Victor Hugo, que teve status de luxo nos anos 1990 e 2000, é alvo de um pedido de falência apresentado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e pela Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro. A ação envolve uma dívida fiscal estimada em R$ 1,2 bilhão.
Segundo as procuradorias, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deferiu no dia 4 o processamento do pedido protocolado em dezembro. Ainda não há decisão final sobre a decretação da falência.
Fundada em 1980, a Victor Hugo chegou a operar cerca de 70 lojas no Brasil. Atualmente, segundo informações do site oficial da marca, mantém 19 lojas próprias e mais de 100 pontos de venda em multimarcas, com produtos que podem atingir valores de até R$ 7 mil.
De acordo com a PGFN e a PGE-RJ, o grupo atua como devedor contumaz, com aproximadamente R$ 900 milhões em débitos com a União e mais de R$ 355 milhões com o Estado do Rio de Janeiro. O pedido de falência abrange o grupo econômico Victor Hugo, que inclui as empresas Brasilcraft Comércio de Artefatos de Couro, Nimey Artefatos de Couro e Musk Artefatos de Couro.
As procuradorias apontam indícios de evasão patrimonial por meio de reorganizações societárias, trocas de CNPJ, transferências de ativos e uso de empresas offshore. Também foi citada uma tentativa, em dezembro, de transferir ativos nacionais para uma entidade controlada por capital estrangeiro.
Na ação, os órgãos pedem a proibição imediata da transferência de bens e a continuidade provisória das atividades, sob administração judicial, com o objetivo de preservar empregos. A empresa foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento.
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