Brasil elimina 322 mil vagas de liderança desde o início da década
Vagas de liderança recuam mesmo com mercado formal em expansão
Foto: Divulgação O Brasil eliminou 322 mil vagas de liderança desde o início da década, segundo dados do Caged. O movimento atinge cargos de gerência e diretoria e ocorre apesar do saldo positivo do emprego formal no período.
Em 2025, o saldo de contratações para funções de liderança ficou negativo em 112,3 mil postos. Nos últimos seis anos, o mercado de trabalho criou cerca de 9 milhões de vagas com carteira assinada, sendo 1,2 milhão apenas no último ano.
Os cortes se intensificaram a partir de 2023, com a eliminação de 89,6 mil cargos. Em 2024, outras 98,3 mil posições de liderança foram encerradas. Empresas passaram por processos de modernização, redução de custos e diminuição de níveis hierárquicos.
A digitalização acelerou a adoção de estruturas mais horizontais, com menos camadas de comando e maior concentração de responsabilidades. O cenário de juros elevados também influenciou decisões de corte, com foco na preservação de caixa e das operações centrais.
Apesar da redução desses cargos, especialistas apontam redistribuição da mão de obra, com profissionais migrando para funções técnicas, consultorias e papéis de liderança por projetos dentro das organizações.
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