Exportação de carros da China para o Brasil triplica e atinge US$ 2,16 bilhões no 1º trimestre
Exportação de carros da China para o Brasil impulsiona participação de 65,6% nas importações e eleva país ao 3º maior destino global
Foto: Divulgação A exportação de carros da China para o Brasil somou US$ 2,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, quase três vezes acima dos US$ 763,8 milhões registrados no mesmo período de 2025. O volume também supera o recorde anterior de US$ 1,17 bilhão, registrado em 2024.
Com o avanço, o Brasil passou da sétima para a terceira posição entre os principais destinos de veículos chineses no período, atrás apenas de Rússia e Reino Unido. Nos modelos eletrificados, o país também ocupa a terceira posição, enquanto nos veículos a combustão subiu da 16ª para a sétima colocação. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que as importações brasileiras de veículos chineses atingiram US$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 552,5% na comparação anual. A participação da China nas compras externas do Brasil chegou a 65,6%, enquanto a Argentina respondeu por 11,3%, com queda de 25,5%.
O movimento ocorre em meio ao cronograma de aumento de tarifas para veículos eletrificados, que devem alcançar 35% em julho, além de câmbio mais favorável às importações e lançamento de novos modelos. As exportações chinesas incluem tanto veículos elétricos e híbridos quanto modelos a combustão, que também registraram crescimento no período. A China respondeu por 97% das importações brasileiras de carros elétricos e por 89% dos híbridos plug-in entre janeiro e março. Em 2025, marcas chinesas representaram 74,1% das vendas de eletrificados no país, com liderança da BYD.
No mercado interno, o emplacamento de veículos chineses alcançou 54,3 mil unidades no trimestre, alta de 68,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No total, o Brasil registrou 625,2 mil veículos emplacados, crescimento de 13,3%. A tendência ocorre em um cenário de expansão das exportações chinesas e aumento da presença de montadoras no país. Empresas como BYD e GWM já possuem fábricas próprias no Brasil, enquanto outras marcas anunciaram parcerias ou planos de produção local.



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