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Barueri ,23/04/2026

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Planos de saúde terão reajuste entre 9% e 10% em contratos empresariais em 2026

Reajuste de planos de saúde empresariais fica abaixo de 2025, mas ainda supera inflação projetada de 4,8% no ano

Fonte: O Globo
Planos de saúde terão reajuste entre 9% e 10% em contratos empresariais em 2026 Quarto de internação do Hospital São Luiz Osasco. Foto: Divulgação/Hospital São Luiz Osasco

Os planos de saúde terão reajuste entre 9% e 10% nos contratos empresariais em 2026, segundo estimativas de analistas do setor. O percentual fica abaixo do registrado em 2025, quando a alta média foi de 11%, mas ainda supera a inflação projetada para o período, estimada em 4,8% pelo Boletim Focus do Banco Central.

O reajuste de planos de saúde empresariais é influenciado por indicadores como inflação médica e sinistralidade. A inflação médica considera custos de medicamentos, equipamentos e tecnologias, enquanto a sinistralidade mede a relação entre despesas assistenciais e receitas das operadoras. Em 2025, o índice de sinistralidade ficou em 81,7%, abaixo dos 83,7% registrados no ano anterior. Nos últimos anos, os planos de saúde aplicaram aumentos mais elevados para compensar perdas durante a pandemia. Em alguns contratos coletivos, os reajustes chegaram a até 40%, já que esse tipo de plano não possui teto regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Mudanças nos contratos

O reajuste de planos de saúde também reflete mudanças estruturais adotadas pelas operadoras para reduzir custos. Entre as medidas estão a restrição de reembolsos, aumento da coparticipação e redução de redes credenciadas. Dados da ANS mostram que contratos com coparticipação passaram de 53,3% em 2020 para 59,1% em 2024. Segundo consultorias do setor, a inflação médica vem apresentando desaceleração, o que contribui para reajustes menores. Na carteira da Mercer Marsh Benefícios, que administra planos de cerca de 5 milhões de pessoas, a estimativa de reajuste gira em torno de 9%, com inflação médica de 9,1% e sinistralidade de 78,4%.

Contexto do setor

O setor registrou lucro operacional de R$ 24,4 bilhões em 2025, alta de 120,6% na comparação anual. Apesar da melhora nos resultados, entidades do setor indicam que a recuperação não é homogênea entre operadoras, especialmente entre empresas de menor porte. A expectativa é que medidas como controle de fraudes, revisão de contratos e decisões judiciais mais restritivas sobre coberturas fora do rol da ANS influenciem os reajustes nos próximos ciclos.




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