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Barueri ,18/04/2026

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Crédito para empresas médias: governo estuda injetar R$ 5 bilhões para destravar financiamentos

Nova linha de crédito para empresas médias pode usar fundo garantidor para ampliar operações e permitir refinanciamento de dívidas

Fonte: Folha de São Paulo
Crédito para empresas médias: governo estuda injetar R$ 5 bilhões para destravar financiamentos Presidente Lula participa de cerimônia de lançamento de novo modelo de crédito imobiliário, em São Paulo. / Crédito: Ricardo Stuckert / PR

O governo federal prepara uma linha de crédito para empresas médias com faturamento anual de até R$ 300 milhões, com uso do fundo garantidor para ampliar o acesso a financiamentos e viabilizar o refinanciamento de dívidas. As informações são da Folha de S.Paulo. A proposta em análise pelo Ministério da Fazenda prevê um aporte de R$ 5 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGI), operado pelo BNDES, dentro do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC). A estrutura permite que o fundo atue como garantia parcial das operações, reduzindo o risco para bancos e o custo do crédito para as empresas.

Com esse modelo, cada R$ 1 bilhão aportado pode viabilizar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões em novas operações. Em 2024, o PEAC-FGI garantiu cerca de R$ 120 bilhões em crédito para empresas dentro desse perfil. Para este ano, a previsão inicial era de R$ 60 bilhões, podendo ser ampliada com o novo aporte.

Cenário de crédito e inadimplência


O plano ocorre em um ambiente de juros elevados, com a taxa Selic em 14,75% ao ano, e aumento da pressão sobre o crédito corporativo. Dados do Banco Central apontam elevação do risco de inadimplência entre micro, pequenas e médias empresas, além de sinais de deterioração na capacidade de pagamento de companhias maiores. Segundo a Serasa Experian, o número de recuperações judiciais atingiu 2,5 mil empresas em 2025, o maior nível da série. O governo discute medidas para evitar a ampliação desse movimento.

O tema foi tratado em reuniões entre o Ministério da Fazenda, o presidente da República e o Banco Central. A avaliação considera que o alto endividamento e o custo do crédito afetam a capacidade de operação das empresas.

Estrutura da nova linha de crédito


A linha de crédito para empresas médias deve permitir a repactuação de passivos, com uso das garantias do FGI. A proposta amplia o escopo inicial do pacote, que era voltado ao endividamento das famílias, e passa a incluir também empresas e setores específicos. 
O modelo segue a lógica de compartilhamento de risco entre governo e sistema financeiro, estimulando novas concessões de crédito mesmo em cenário de maior restrição.


Paralelamente, o governo avalia o uso do FGTS como garantia em operações de crédito para pessoas físicas. A medida ainda está em análise e depende de avaliação conjunta com o Ministério do Trabalho, além de eventual aprovação legislativa. 
Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta considera impactos no fundo e alternativas para viabilizar o refinanciamento de dívidas sem comprometer a estrutura do FGTS.




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