Generation Resonance: A Nova Geopolítica Lusófona Começa com a Juventude
Plataforma internacional reúne jovens, governos e empresas com foco em sustentabilidade, inovação e cooperação entre países da CPLP
João Maria Botelho - Jurista, autor do primeiro manual de ESG em Portugal, reconhecido pela Forbes Under 30 pelo seu trabalho em sustentabilidade e fundador da Generation Resonance, plataforma internacional que mobiliza jovens para o diálogo. Durante muito tempo, a juventude foi tratada como “o futuro”. Mas a verdade já mudou: jovens influenciam decisões, moldam políticas públicas, criam empresas globais e questionam modelos que envelheceram depressa demais. A Generation Resonance nasce exatamente neste ponto de inflexão quando a nova geração deixa de pedir lugar e passa a construir o seu próprio espaço de liderança.
A ideia surgiu durante o meu trabalho na Global Alliance for a Sustainable Planet, onde percebi algo evidente: não basta que os jovens sejam ouvidos; é preciso que estejam integrados nos espaços onde o futuro é decidido. A Generation Resonance nasce como uma plataforma que une juventude, governo, empresas e academia em torno de uma ambição comum: sustentabilidade, justiça climática, inovação e responsabilidade social.
Hoje, somos um movimento internacional que opera com rigor e propósito. Na COP28, no Dubai, apresentámos a Youth Charter, construída a partir das prioridades de jovens portugueses dos 16 aos 36 anos. Com o podcast Tomorrow Talks, ouvido em nove países, e com o Portuguese Climate Summit, mostramos que transformar o mundo exige pontes, não apenas opiniões.
Para nós, a CPLP representa uma dessas pontes mais estratégicas. A língua portuguesa não é só um idioma: é uma infraestrutura de cooperação económica, cultural e regulatória que une Portugal, Brasil e África Lusófona. É uma rede viva de inovação, juventude e talento. Acreditamos que esta nova geração pode ajudar a atualizar a missão da CPLP para o século XXI: criar impacto ambiental, social e económico num eixo lusófono que fala para o Atlântico, para a Europa, para a América Latina e para África.
A minha geração não quer herdar um mundo em crise e administrá-lo com resignação. Quer participar na sua reconstrução com visão, coragem e responsabilidade. A Generation Resonance existe para mostrar que quando a juventude se organiza, se conecta e se afirma, não transforma apenas o futuro transforma o presente.
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