Investimento em real estate na América Latina volta ao radar e 52% dos investidores planejam ampliar aportes
Levantamento da CBRE indica aumento do interesse por investimento em real estate na América Latina em 2026, com destaque para logística, multifamily e escritórios
Foto: Marcos Dantas/Adobe Stock O investimento em real estate na América Latina voltou ao radar de investidores institucionais em 2026. Levantamento da consultoria CBRE aponta que 52% dos investidores pretendem ampliar a alocação em ativos imobiliários ao longo do ano, com aportes de até 10% ou acima desse percentual.
O dado integra o LATAM Investor Sentiment Survey, estudo que reúne percepções de investidores, fundos e gestores com atuação no mercado imobiliário da região. A pesquisa indica uma mudança de percepção após um período de cautela provocado pelo ciclo global de juros elevados.
A expectativa de inflação em queda, possível redução das taxas de juros e preços considerados mais atrativos para ativos imobiliários voltaram a colocar o investimento em real estate na América Latina entre as alternativas analisadas por investidores globais.
Dentro desse cenário regional, o Brasil permanece entre os principais mercados acompanhados por investidores estrangeiros. Segundo a CBRE, a expectativa de queda dos juros e a desaceleração da inflação contribuem para melhorar a percepção de risco do país.
A sondagem também aponta forte concentração de alocações em São Paulo, que deve receber cerca de 39% dos investimentos previstos na região. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 9%, Distrito Federal com 7%, Paraná com 5% e Espírito Santo com 4%.
Entre os segmentos do mercado imobiliário comercial, logística e industrial lideram o interesse dos investidores. De acordo com o estudo, 40,82% dos entrevistados apontam esse setor como principal destino de capital em 2026.
O avanço do comércio eletrônico ampliou a demanda por galpões logísticos próximos aos grandes centros urbanos, incluindo projetos de last mile voltados à distribuição em áreas de alto consumo.
O segmento multifamily aparece na segunda posição, citado por 22,45% dos investidores. O modelo consiste em edifícios residenciais destinados exclusivamente à locação e pertencentes a um único proprietário institucional.
Os escritórios aparecem na terceira posição das preferências, com 18,37% das respostas. Após um período de baixa ocupação durante a pandemia, o retorno gradual ao trabalho presencial em grandes empresas tem influenciado a recuperação do setor.
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