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Barueri ,20/04/2026

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Agro impulsiona PIB do Brasil a 2,3% em 2025, aponta IBGE

PIB do Brasil desacelera frente a 2024 e tem na agropecuária, com alta de 11,7%, o principal motor do crescimento

Fonte: Business S/A
Agro impulsiona PIB do Brasil a 2,3% em 2025, aponta IBGE Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura

O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (3). Em valores correntes, o PIB do Brasil totalizou R$ 12,7 trilhões no ano.

O resultado representa desaceleração frente a 2024, quando o crescimento foi de 3,4%, e é o menor avanço em cinco anos. Ainda assim, o PIB do Brasil registra o quinto ano consecutivo de expansão. No quarto trimestre, a atividade econômica avançou 0,1% em relação aos três meses anteriores.

A agropecuária foi o principal destaque do ano, com crescimento de 11,7%. O avanço reflete aumento da produção e ganhos de produtividade, com recordes nas safras de milho, que subiu 23,6%, e soja, com alta de 14,6%. Segundo o IBGE, o setor respondeu por 33% de todo o crescimento da economia em 2025.

O setor de serviços cresceu 1,8% no período, com alta em todas as atividades. Informação e comunicação avançou 6,5%. Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados subiram 2,9%. Transporte, armazenagem e correio cresceram 2,1%.

A indústria registrou alta de 1,4%. As Indústrias Extrativas avançaram 8,6%, impulsionadas pela extração de óleo e gás. A construção cresceu 0,5%. Já eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 0,4%, enquanto as indústrias de transformação tiveram queda de 0,2%.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3%, abaixo dos 5,1% registrados em 2024. O IBGE atribui o resultado à melhora do mercado de trabalho, ao aumento do crédito e aos programas de transferência de renda. A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, e o alto endividamento das famílias influenciaram o ritmo do consumo.

O consumo do governo avançou 2,1%. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 2,9%, impulsionados pela importação de bens de capital, software e construção. A taxa de investimento ficou em 16,8%, ante 16,9% no ano anterior. A taxa de poupança passou de 14,1% para 14,4%.








No quarto trimestre, serviços cresceram 0,8% e agropecuária 0,5%, enquanto a indústria recuou 0,7%. Pela ótica da despesa, o consumo do governo subiu 1%, o consumo das famílias ficou estável e os investimentos caíram 3,5%.




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