SpaceX fecha acordo de US$ 30 bilhões com o Google para ampliar infraestrutura de inteligência artificial
Contrato prevê acesso a 110 mil GPUs da Nvidia e pode gerar cerca de US$ 11 bilhões em receita anual para a SpaceX até 2029
Foto: Divulgação A SpaceX fechou um acordo de mais de US$ 30 bilhões com o Google para fornecer capacidade computacional voltada à inteligência artificial. O contrato, apresentado à Securities and Exchange Commission (SEC), prevê pagamentos mensais de US$ 920 milhões e faz parte da estratégia da companhia de ampliar receitas antes da abertura de capital prevista para esta semana.
A operação de IPO da empresa de Elon Musk prevê a venda de 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, em uma transação que avalia a SpaceX em cerca de US$ 1,7 trilhão. Segundo documentos enviados à SEC, o acordo dará ao Google acesso a 110 mil GPUs da Nvidia e outros equipamentos de infraestrutura tecnológica. A expectativa é de que o contrato gere aproximadamente US$ 11 bilhões em receita anual para a SpaceX até junho de 2029.
O modelo adotado é semelhante ao acordo firmado anteriormente com a Anthropic. Somados, os dois contratos poderão acrescentar mais de US$ 26 bilhões ao faturamento anual da companhia.
Expansão da inteligência artificial
O acordo ocorre em meio ao aumento da demanda global por infraestrutura de inteligência artificial. Projeções divulgadas por analistas do Goldman Sachs indicam que a divisão de IA da SpaceX poderá alcançar receitas de US$ 322 bilhões até 2030. Enquanto empresas como Google, OpenAI e Anthropic ampliam investimentos em capacidade computacional, a ferramenta Grok, desenvolvida por Elon Musk, busca aumentar sua participação no mercado de inteligência artificial. Na semana passada, o Google anunciou uma captação de US$ 85 bilhões por meio da emissão de ações para financiar a expansão de sua infraestrutura voltada ao setor.
Data centers em órbita
Durante uma apresentação para investidores promovida pelo CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, Elon Musk afirmou que a companhia pretende desenvolver centros de processamento de dados em órbita terrestre. Segundo o empresário, os chamados "data centers orbitais" seriam alimentados por energia solar e permitiriam a instalação de diferentes unidades de processamento gráfico e central em satélites. Musk afirmou que a construção dessa infraestrutura seria menos complexa do que o desenvolvimento e a operação dos atuais satélites de comunicação produzidos por suas empresas.



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