Safra de café começa com alta produtividade e expectativa de até 75 milhões de sacas no Brasil
Colheita de café avança com grãos maiores e boa qualidade, enquanto mercado projeta produção elevada, mas abaixo do recorde histórico
Foto: Divulgação A safra de café no Brasil começou com relatos de alta produtividade e boa qualidade dos grãos, com estimativas de produção que podem chegar a 75 milhões de sacas em 2026. A colheita de café avança em diferentes regiões do país, com destaque para o tamanho dos grãos, que eleva o rendimento das lavouras.
Consultorias como Safras & Mercado, StoneX e Hedgepoint Global Markets projetam uma produção entre 75,3 milhões e 75,8 milhões de sacas. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um volume menor, de 66,2 milhões de sacas, ainda assim acima da média histórica. Apesar das projeções elevadas, produtores avaliam que a safra de café deve superar a do ano anterior, mas ficar abaixo do recorde registrado em 2020. Parte das lavouras ainda é considerada jovem, o que limita o potencial produtivo neste ciclo.
No Espírito Santo, maior produtor de café conilon, a colheita começou em abril e ainda representa menos de 2% da área cultivada. A previsão é de 14,8 milhões de sacas, alta de 5% em relação ao ciclo anterior. Em Rondônia, responsável por mais de 90% do conilon da região Norte, a colheita avança entre 5% e 10% da área plantada. A expectativa é de produção de 2,7 milhões de sacas, podendo ultrapassar 3 milhões, com produtividade acima de 64 sacas por hectare.
Em Minas Gerais, principal estado produtor, as condições climáticas favoreceram as lavouras. A Emater-MG projeta produção de 32 milhões de sacas de café arábica, alta de 27%, além de 650 mil sacas de conilon, crescimento de 11%. Segundo produtores, o bom regime de chuvas e os investimentos em manejo contribuíram para grãos maiores e melhor formação das lavouras. A evolução da safra de café será determinante para o comportamento dos preços no mercado internacional ao longo do ano.



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