Escritórios de alto padrão em São Paulo atingem menor nível de espaços vagos em 14 anos e ampliam ocupação
Mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo registra 13,4% de espaços vagos no 1º trimestre, com regiões próximas da ocupação total
Faria Lima: região lidera com valores médios de R$ 311,97 por metro quadrado. Foto: Leandro Fonseca/Exame O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo atingiu o menor nível de espaços vagos em 14 anos no primeiro trimestre de 2026, com taxa de 13,4%, segundo levantamento da JLL. O resultado reflete o aumento da ocupação de lajes corporativas na cidade.
No período, foram registradas seis transações acima de 5.000 metros quadrados, indicando retomada de grandes contratos no segmento. A absorção líquida foi concentrada em regiões como Barra Funda e os entornos das avenidas Juscelino Kubitschek e Chucri Zaidan, com mais de 15 mil metros quadrados ocupados em cada uma. A região da avenida Rebouças atingiu zero espaços vagos nos escritórios já construídos. Outras áreas com alta ocupação incluem Centro, Paulista e Moema, que operam próximas da capacidade total.
Em contraste, a região da Marginal Sul, que abrange bairros como Santo Amaro e Socorro, apresenta 68,2% de espaços vagos. Na Chácara Santo Antônio, o índice chega a 32,3%, mantendo níveis elevados de disponibilidade. Desde 2019, o estoque de escritórios cresceu 36%, enquanto o nível de espaços vagos recuou de 15,1% para 13,4%. A absorção líquida, indicador que mede a diferença entre novas locações e devoluções, aponta avanço consistente na ocupação.
A retomada do trabalho presencial tem impacto direto no mercado. Empresas passaram a ampliar presença física, elevando a demanda por escritórios corporativos. Entre os movimentos recentes, a Shopee ocupou 9,1 mil metros quadrados no edifício Birmann 32, na Faria Lima, enquanto o Banco Master devolveu 8,1 mil metros quadrados no mesmo prédio.



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