Seja bem vindo
Barueri ,17/04/2026

  • A +
  • A -

Criança solidária, adulto bem-sucedido

Novo livro de Marcia Bortolanza fala sobre solidariedade na infância como base para formar adultos mais empáticos e bem-sucedidos

Fonte: Business S/A
Criança solidária, adulto bem-sucedido

Marcia Bortolanza chega ao seu terceiro livro sobre solidariedade com uma voz mais íntima e madura. Em “Criança solidária, adulto bem-sucedido”, adota, pela primeira vez, um tom confessional, entrelaçando sua trajetória como empreendedora social, voluntária e mulher de fé com reflexões sobre formação humana. Católica e guiada pelo amor ao próximo, Marcia escreve com firmeza e sensibilidade, defendendo a solidariedade não como um ideal abstrato, mas como prática cotidiana capaz de transformar destinos. A obra fecha uma trilogia que, mais do que ensinar, convida à ação.


Marcia Bortolanza, escritora. Foto: Divulgação


Em que momento você percebeu que a solidariedade poderia ser um dos pilares mais importantes na formação de um indivíduo?

Essa percepção não veio de um único momento, mas de uma construção ao longo da minha vida, especialmente no terceiro setor. Ao acompanhar crianças em contextos de vulnerabilidade, ficou evidente que aquelas que vivenciavam a solidariedade se desenvolviam de forma diferente: mais empáticas, conscientes e menos centradas no “eu”.  Foi ali que entendi que a solidariedade não é complemento, é alicerce.

Por que você acredita que ensinar solidariedade desde cedo se tornou ainda mais urgente nos dias de hoje?

Justamente por esse cenário.  As crianças são expostas a estímulos que reforçam o individualismo, como competição e consumo. Sem uma contrapartida intencional, corremos o risco de formar adultos desconectados do outro. Ensinar solidariedade é um ato quase contracultural. É preparar crianças para viver em comunidade e entender que o bem-estar coletivo impacta a felicidade individual.

Ao longo do livro, você apresenta histórias reais e exemplos práticos. Qual dessas histórias mais te marcou durante a construção da obra, e por quê?

A história de uma voluntária apaixonada pelo que faz. Não pelos recursos, mas pela presença, escuta e constância. Ela mostra que a solidariedade não depende de grandes gestos, mas da disposição de se doar nas pequenas coisas. E isso qualquer criança pode aprender.

O livro propõe pequenas ações do dia a dia para estimular a empatia. Na prática, o que pais e educadores podem começar a fazer hoje para desenvolver esse valor nas crianças?

O primeiro passo é dar o exemplo. Crianças aprendem pelo que veem. Pequenas ações fazem diferença: incentivar a partilha, envolver em doações, ensinar a agradecer e estimular conversas sobre o outro. Perguntas simples como “como você acha que essa pessoa se sentiu?” ajudam a desenvolver empatia de forma concreta.

Quando você fala em “adulto bem-sucedido”, qual é a definição de sucesso que está por trás dessa ideia, e como ela se diferencia do conceito tradicional que estamos acostumados a ver?

Para mim, sucesso está ligado à realização pessoal e à qualidade das relações. É viver com propósito, construir vínculos saudáveis e agir com responsabilidade no convívio social. Não é sobre subir sozinho, mas levar outros junto. É uma visão que vai além de dinheiro, status ou poder, e mede o impacto positivo que deixamos no mundo.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.