Pintura de Rembrandt bate recorde em leilão e arrecada US$ 18 milhões
Obra de Rembrandt vendida em Nova York terá renda destinada à conservação de grandes felinos
A pintura "Leão Jovem Descansando" é considerada um dos seis raros desenhos de leões de Rembrandt que sobreviveram até os dias de hoje - Foto: Sotheby's A pintura de Rembrandt bateu recorde em leilão ao ser vendida por US$ 18 milhões em Nova York. O valor obtido com a obra “Leão Jovem Descansando” será integralmente destinado a programas de conservação de grandes felinos.
O desenho foi negociado em leilão organizado pela Sotheby’s e tornou-se o esboço mais caro já vendido do artista holandês. O montante superou com ampla margem o recorde anterior de US$ 3,7 milhões para um desenho de Rembrandt.
A obra mede cerca de 11,5 por 15 centímetros e foi produzida entre 1638 e 1642, período em que Rembrandt vivia em Amsterdã e atravessava uma de suas fases mais produtivas. Especialistas apontam que o artista provavelmente desenhou o animal a partir de um leão vivo, algo raro na Europa do século XVII.
A pintura pertence ao bilionário e filantropo americano Thomas Kaplan e a Jon Ayers. Ambos informaram que os recursos arrecadados serão destinados à Panthera, organização internacional voltada à preservação de leões, leopardos, onças, tigres e outros grandes felinos.
Rembrandt produziu apenas seis representações conhecidas de leões. As demais obras estão atualmente em acervos institucionais como o Museu Britânico, o Louvre, o Rijksmuseum e o Museu Boijmans Van Beuningen.
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