Barueri lidera ranking de aluguéis mais caros do Brasil com R$ 70,35/m² em dezembro
Índice FipeZAP aponta alta de 9,44% no mercado residencial em 2025, acima da inflação, com Alphaville impulsionando valores na Grande SP
Foto: Reprodução/web Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, registrou o aluguel residencial mais caro do Brasil em dezembro de 2025. O valor médio chegou a R$ 70,35 por metro quadrado, conforme o Índice FipeZAP, que monitora 36 cidades, incluindo 22 capitais. Os dados consideram anúncios de novas ofertas de locação. Para um apartamento padrão de 50 m², o custo mensal em Barueri é de R$ 3.517,50, valor R$ 247 superior ao de dezembro de 2024. A liderança beneficia proprietários, mas pressiona orçamentos de inquilinos em busca de imóveis de alto padrão.
A cidade ocupa o topo do ranking desde 2022, puxada pela valorização em bairros como Alphaville. Durante a pandemia, a demanda por espaços maiores, infraestrutura e segurança deslocou compradores e locatários para fora da capital paulista. Em comparação, São Paulo cobra R$ 62,56/m², equivalente a R$ 3.128 para 50 m², enquanto Belém aparece em segundo com R$ 63,69/m², ou R$ 3.184,50 no mesmo padrão. Esses valores refletem reajustes acima da inflação em 2025.
O mercado nacional encerrou o ano com média de R$ 50,98/m², custo de R$ 2.549 para 50 m², alta de R$ 143 ante 2024. O acumulado anual foi de 9,44%, superando o IPCA de 4,26% e contrastando com o IGP-M, que caiu 1,05%. Teresina liderou as variações, com +21,81%, seguida por Campinas (+19,92%) e Pelotas (+18,81%). Na base do ranking, Pelotas tem R$ 22,42/m² (R$ 1.121 para 50 m²), à frente de Teresina (R$ 26,62/m²) e Aracaju (R$ 27,97/m²).
Em dezembro, os aluguéis subiram 0,68%, ante 0,59% em novembro, impulsionados por imóveis de quatro ou mais dormitórios (+1,42%). Unidades de um dormitório avançaram 0,58%. A tendência entra em 2026 com valorizações acima da inflação, elevando rentabilidade para locadores, embora abaixo de aplicações financeiras. Investidores monitoram o equilíbrio entre oferta e demanda em segmentos premium.
Outras capitais no top 10 incluem Recife (R$ 60,89/m²), Florianópolis (R$ 59,77/m²), Santos (R$ 57,95/m²), São Luís (R$ 57,69/m²), Rio de Janeiro (R$ 54,96/m²), Maceió (R$ 54,86/m²) e Vitória (R$ 52,10/m²). Barueri superou São Paulo em 2023, consolidando posição pelo foco em luxo. O Índice FipeZAP baseia-se em anúncios de portais imobiliários, capturando dinâmica de mercado para decisões de investimento e locação.
Para empresas, os dados sinalizam custos crescentes com moradia corporativa na Grande SP. Proprietários em áreas valorizadas como Alphaville capturam ganhos reais, enquanto inquilinos ajustam estratégias para cidades com menor pressão. O setor residencial projeta continuidade de reajustes nominais positivos em 2026.
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