Embraer e SPX unem negócios de cibersegurança e criam empresa com R$ 700 milhões em faturamento e 900 funcionários
Fusão entre Tempest e Vision reunirá cerca de 600 clientes, terá a SPX como controladora e mira expansão para América Latina e América do Norte
Fotos: Divulgação A Embraer e a SPX Capital anunciaram a união de seus negócios de cibersegurança para criar uma nova companhia que nasce com faturamento anual de R$ 700 milhões, cerca de 900 funcionários e uma carteira de 600 clientes, segundo informações publicadas pela CNN Brasil. A operação reúne a Tempest Security Intelligence, controlada pela Embraer, e a Vision Cybersecurity, pertencente à SPX. O acordo não envolve pagamento em dinheiro e será realizado por meio de troca de ações.
A SPX será a maior acionista e controladora da nova empresa, enquanto a Embraer permanecerá como acionista relevante. André Fleury, atual CEO da Vision, comandará a companhia, e João Lins, CEO da Tempest, assumirá a vice-presidência de tecnologia e inovação. A estratégia prevê primeiro ampliar a presença no mercado brasileiro e, posteriormente, avançar para América Latina e América do Norte. O crescimento deverá ocorrer de forma orgânica, embora aquisições também estejam entre as possibilidades consideradas.
As duas empresas atuam em áreas semelhantes, com serviços de análise de vulnerabilidades em softwares, plataformas, aplicativos, chatbots e operações industriais, além de Centros de Operação de Segurança, os chamados SOCs, voltados ao monitoramento e resposta a incidentes cibernéticos.Outra frente é a resposta preemptiva, baseada na identificação e tentativa de neutralização de ameaças antes que um ataque efetivamente aconteça.
A Tempest nasceu no Recife em 2000 e foi adquirida pela Embraer em 2020. Já a Vision passou para o controle da SPX em janeiro de 2026. Inicialmente, as duas marcas serão mantidas e continuarão operando separadamente até a conclusão da transação. A SPX também prevê utilizar parte do aporte de até R$ 400 milhões realizado na aquisição da Vision para integração e investimentos iniciais. A conclusão da fusão ainda depende das aprovações regulatórias, incluindo o Cade.



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