Conexão celular via satélite avança no Brasil e abre nova disputa entre Starlink, operadoras e fabricantes
Nova regra da Anatel cria condições para conexão celular via satélite em áreas sem antenas e pode ampliar a cobertura móvel em regiões remotas do país
Montagem Revista Business A conexão celular via satélite avançou no Brasil após a Anatel aprovar a atualização do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Frequências para o biênio 2025-2026. A decisão cria condições regulatórias para que celulares possam se conectar diretamente a satélites em áreas sem antenas de telefonia.
A tecnologia, conhecida como Direct-to-Device, permite que o aparelho se comunique com satélites em órbita baixa quando não há cobertura terrestre disponível. Na prática, o satélite passa a funcionar como uma extensão da rede das operadoras em regiões remotas. Pelas regras aprovadas, empresas de satélites deverão atuar em parceria com operadoras que detêm o direito de uso das frequências móveis. A Anatel ainda vai definir os requisitos técnicos para a operação comercial.
A mudança pode impactar rodovias, áreas rurais, regiões de mineração, plataformas de petróleo, comunidades isoladas e trechos da Amazônia. Nessas áreas, a conexão celular via satélite pode reduzir zonas sem sinal e ampliar o acesso a serviços digitais. A tecnologia não substitui as antenas tradicionais, que seguem essenciais nas cidades para suportar grande volume de conexões e alta velocidade. O novo modelo atua como complemento para locais onde instalar torres tem custo elevado ou baixa viabilidade econômica.
A Starlink sai à frente por já ter tecnologia pronta para esse tipo de conexão em larga escala. A nova regra, porém, também permite que outras empresas de internet via satélite, operadoras de telefonia e fabricantes de celulares criem parcerias para disputar esse mercado. O Brasil tem mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e grandes áreas com baixa cobertura móvel. Com a conexão celular via satélite, o país pode avançar em uma nova etapa da conectividade, mas o serviço ainda depende das definições técnicas da Anatel antes da operação comercial.



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