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Barueri ,30/05/2026

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Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai em busca de redução de custos

Empresas usam Lei de Maquila para cortar gastos operacionais em até 40% e ampliar competitividade na exportação

Fonte: Times Brasil
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai em busca de redução de custos freepik

Mais de 200 empresas brasileiras transferiram parte de suas operações para o Paraguai desde 2007, segundo dados ligados ao regime de maquila do país. O principal motivo é a redução de custos operacionais e tributários, que em alguns casos pode chegar a 40%. O movimento ganhou força com a Lei de Maquila, modelo criado pelo Paraguai para atrair indústrias estrangeiras. A legislação permite que empresas importem máquinas, insumos e matérias-primas com benefícios fiscais, desde que a produção seja destinada à exportação.

Segundo o Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, 69% das empresas maquiladoras em operação no país são brasileiras. Atualmente, o Paraguai possui cerca de 320 companhias enquadradas nesse modelo, responsáveis por aproximadamente US$ 1,2 bilhão em exportações. A diferença tributária aparece como um dos principais fatores da migração empresarial. Enquanto empresas instaladas no Brasil podem enfrentar custos tributários e trabalhistas próximos de 80%, operações enquadradas na maquila operam com custos combinados próximos de 12%, dependendo do setor.

De acordo com Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Unifesp, o modelo se tornou estratégico para empresas brasileiras por permitir tributação reduzida nas exportações. “Se exportado, o imposto é de apenas 1%”, afirmou. Em abril, o Paraguai também ampliou a legislação para incluir empresas dos setores de serviços e tecnologia, aumentando o alcance do programa.

Além dos incentivos fiscais, empresários apontam o menor custo da mão de obra, regras trabalhistas mais simples e menos burocracia como fatores relevantes para a transferência de operações. Segundo especialistas, setores industriais com maior dependência de exportação e custos elevados de importação tendem a liderar esse movimento nos próximos anos, principalmente em segmentos ligados à manufatura, tecnologia e produção têxtil.




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