Tok&Stok fecha lojas, faz liquidação de até 70% e tenta reverter crise bilionária após recuperação judicial
Rede acelera encerramento de unidades em São Paulo e Bahia enquanto Grupo Toky tenta reorganizar dívida de R$ 1,1 bilhão e evitar agravamento da crise financeira
Foto: Divulgação A Tok&Stok acelerou o fechamento de lojas e ampliou liquidações com descontos de até 70% após o Grupo Toky, controlador da rede e da Mobly, entrar com pedido de recuperação judicial. A companhia tenta reorganizar uma dívida de aproximadamente R$ 1,1 bilhão enquanto reduz sua estrutura física em diferentes regiões do país.
Nos últimos dias, consumidores passaram a lotar unidades da rede em busca de móveis, itens de decoração e utilidades domésticas com preços reduzidos. Entre as operações que deixarão de funcionar está a loja do D&D Shopping, na zona sul de São Paulo. A empresa também encerrou recentemente as atividades das unidades da Pompeia e do Shopping Cidade São Paulo, localizado na Avenida Paulista. Fora do estado paulista, a Tok&Stok fechou a operação do Salvador Shopping, na Bahia.
O pedido de recuperação judicial foi apresentado pelo Grupo Toky no último dia 12 de maio. Segundo o processo, o grupo enfrenta um cenário de forte pressão financeira após aumento do endividamento, juros elevados e restrição de crédito, fatores que reduziram o consumo no setor de móveis e decoração. Além das dificuldades econômicas, a companhia também atravessou mudanças societárias, disputas entre investidores e dificuldades de integração após a aproximação com a Mobly.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirmou que o endividamento continuou crescendo mesmo após tentativas de renegociação com credores.
O grupo também informou à Justiça que aproximadamente R$ 77 milhões referentes a vendas realizadas via cartão de crédito estariam retidos pela SRM Bank. Segundo a companhia, a situação comprometeu diretamente o caixa da operação e passou a ameaçar despesas consideradas essenciais, incluindo salários de mais de 2 mil funcionários.
No processo, a empresa pediu a suspensão temporária de cobranças e ações judiciais pelo período de 180 dias, mecanismo conhecido no mercado como “stay period”, utilizado para permitir reorganização financeira durante a recuperação judicial.



COMENTÁRIOS