Inflação 2026 sobe para 4,36% e mercado mantém projeção do PIB em 1,85%
Boletim Focus eleva estimativa do IPCA pela quarta semana e mantém crescimento econômico estável para este ano
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil A inflação 2026 subiu para 4,36%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (6), com projeções do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. A estimativa do IPCA avançou pela quarta semana consecutiva e segue dentro do intervalo da meta oficial
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, entre 1,5% e 4,5%. Em fevereiro, o IPCA registrou alta de 0,7%, puxado por transportes e educação, enquanto o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%. Para os anos seguintes, o mercado elevou levemente a projeção da inflação para 2027, de 3,84% para 3,85%. As estimativas para 2028 e 2029 ficaram em 3,6% e 3,5%, respectivamente. O resultado de março será divulgado pelo IBGE na quinta-feira (9).
A taxa Selic permanece como principal instrumento de controle da inflação 2026. Atualmente em 14,75% ao ano, o juro básico foi reduzido em 0,25 ponto percentual na última reunião do Copom. O movimento ocorre após um ciclo de alta entre setembro de 2024 e junho de 2025. O Banco Central mantém a previsão de Selic em 12,5% ao ano no fim de 2026. Para 2027 e 2028, as projeções indicam queda para 10,5% e 10%, respectivamente. Em 2029, a estimativa é de 9,75% ao ano. O próximo encontro do Copom está marcado para 28 e 29 de abril.
A projeção para o crescimento do PIB em 2026 foi mantida em 1,85%. Para 2027, a estimativa é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029 o mercado prevê expansão de 2%. O dólar deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,40, segundo o Focus. Para o fim de 2027, a expectativa é de R$ 5,45.



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