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Barueri ,09/05/2026

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Mercado Livre demite 119 na América Latina em reestruturação com IA na área de UX

Cortes atingem 38 no Brasil, focam em escritores de experiência do usuário e integram design com ferramentas de inteligência artificial

Fonte: Business S/A
Mercado Livre demite 119 na América Latina em reestruturação com IA na área de UX Foto: Reprodução/web

O Mercado Livre demitiu 119 funcionários na América Latina nos últimos dias, com 38 cortes no Brasil, em uma reestruturação da área de experiência do usuário impulsionada pelo avanço de ferramentas de inteligência artificial. As demissões ocorreram principalmente na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, atingindo profissionais conhecidos como UX writers, responsáveis pela produção de textos em interfaces da plataforma. A mudança visa integrar design e conteúdo para criar estruturas mais ágeis, segundo nota oficial da empresa ao Infomoney.

A equipe de UX sofreu o impacto maior, com o uso de IA crescendo na produção de textos e microcopy. Funcionários remanescentes relataram à Folha de S.Paulo que agora terão acesso a novos recursos de IA, e designers assumirão tarefas de escrita com apoio da tecnologia. A empresa usa IA há mais de dez anos em áreas como detecção de fraudes e recomendações, mas em 2025 intensificou a adoção em UX, com exigência de documentação e métricas de uso monitoradas por gestores.

O Mercado Livre confirmou os 38 desligamentos no Brasil e classificou a medida como pontual. "Estamos evoluindo os perfis de Experiência do Usuário para integrar de forma mais eficaz as áreas de Design e Conteúdo. Essa transformação busca fomentar estruturas mais ágeis e colaborativas, aproveitando a tecnologia para continuar melhorando a experiência de nossos usuários", diz a nota enviada pela assessoria. A companhia enfatiza que o processo não altera o crescimento no país nem na região.

Atualmente, o Mercado Livre emprega 55 mil pessoas no Brasil e 120 mil na América Latina. Em 2025, criou 42 mil vagas na região, em diversas áreas. A reestruturação ocorre após Marcos Galperin, fundador e ex-CEO, anunciar foco em projetos de IA ao deixar o cargo no ano passado. Relatos de três funcionários anônimos à Folha indicam que os perfis de UX evoluem para generalistas, combinando design e redação com IA.

O movimento reflete tendência global de integração de IA em operações de e-commerce. Plataformas como Mercado Livre buscam eficiência em UX para competir em mercados saturados. Os cortes concentram-se em funções repetitivas de texto, enquanto funções criativas e analíticas ganham ferramentas automatizadas. Empresas do setor monitoram métricas de produtividade pós-IA para ajustes futuros.

No Brasil, o Mercado Livre mantém expansão, com foco em logística e pagamentos digitais. A nota oficial reforça compromisso com hiring em áreas estratégicas. Gestores acompanham agora o uso de IA por equipe, medindo impacto em deliverables. A transição para perfis híbridos pode reduzir custos operacionais em até 20% em UX, segundo benchmarks do setor.

Os desligamentos ocorreram em reuniões convocadas de última hora, gerando surpresa interna. Profissionais demitidos atuavam em produção de textos para apps e sites. Remanescentes recebem treinamento em IA generativa para textos. A empresa planeja medir ganhos em velocidade de iterações de UX nos próximos trimestres.




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