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Barueri ,28/05/2026

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FedEx encerra entregas domésticas no Brasil e foca em operações internacionais

Decisão estratégica afeta logística nacional, com coletas até 6 de fevereiro e impactos em e-commerce e supply chain

Fonte: Business S/A
FedEx encerra entregas domésticas no Brasil e foca em operações internacionais Foto: REUTERS/Andrew Kelly

A FedEx comunicou a clientes e parceiros o encerramento gradual das operações de transporte doméstico no Brasil. A decisão, anunciada em 7 de janeiro de 2026, responde a dinâmicas de mercado e prioriza serviços internacionais e supply chain. As coletas nacionais continuam até 6 de fevereiro, com entregas contratadas honradas nos prazos previstos.


A multinacional, presente no país desde 1989, inicia um período de transição de 30 dias. Durante esse intervalo, mantém suporte operacional e atendimento aos usuários. O processo envolve fechamento de estruturas domésticas e reorganização de ativos logísticos até junho de 2026, além de desligamento de equipes ligadas ao serviço nacional.


No comunicado oficial, a FedEx explica: "Como parte dos nossos esforços contínuos para fortalecer a rede global da FedEx e responder proativamente às dinâmicas do mercado, decidimos concentrar nossas operações no Brasil no transporte internacional – tanto aéreo quanto rodoviário – e em serviços de supply chain, incluindo POS." A empresa reforça o compromisso com obrigações contratuais e conexão de clientes brasileiros a mercados globais.


A mudança ocorre 14 anos após a aquisição da Rapidão Cometa em 2012, que expandiu a capilaridade doméstica da FedEx com 145 centrais de distribuição e frota de 770 veículos. Essa operação permitiu entregas em mais de 5 mil localidades no país. Agora, a companhia retorna ao foco inicial em comércio exterior, alinhado à estratégia global.


O setor logístico nacional enfrenta ajustes. Concorrentes como Correios, Jadlog e Loggi podem absorver demanda de entregas expressas. Empresas de e-commerce, que dependem de frete rápido doméstico, precisam renegociar contratos. Analistas preveem intensificação da competição em um mercado avaliado em R$ 100 bilhões anuais.


Para o e-commerce, que cresceu 15% em 2025 segundo a ABComm, a saída da FedEx reduz opções de premium delivery. Varejistas como Magazine Luiza e Americanas, que usavam o serviço para envios urgentes, buscam alternativas. A decisão impacta cadeias de suprimentos com operações híbridas nacional-internacional.


Executivos do setor destacam desafios. "A FedEx saía na frente em rastreamento e prazos curtos para corporações", diz um gerente de logística de rede varejista, sob anonimato. A reestruturação pode elevar custos operacionais em 10-20% para migração de contratos, segundo estimativas iniciais.


A FedEx mantém armazéns estratégicos para supply chain, incluindo gestão de estoques e última milha internacional. Serviços de POS continuam ativos. A companhia opera em mais de 220 países, com receita global de US$ 90 bilhões em 2025.


No Brasil, o transporte doméstico representava fração menor das receitas, pressionado por concorrência local e custos regulatórios. A decisão alinha a operação local à visão global, priorizando rentabilidade em rotas internacionais.


Empresas afetadas têm até fevereiro para transição. A FedEx oferece suporte para realocação de volumes. O mercado observa se outras multinacionais seguirão o modelo, em meio a consolidação do setor logístico brasileiro.




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