Seja bem vindo
Barueri ,28/05/2026

  • A +
  • A -

PF acha no celular de Vorcaro ordens para ataques de influenciadores contra BC e jornalistas

Análise do aparelho apreendido na Operação Compliance Zero revela coordenação de campanhas pagas com contratos de até R$ 2 milhões e multas de R$ 800 mil por sigilo

Fonte: Business S/A
PF acha no celular de Vorcaro ordens para ataques de influenciadores contra BC e jornalistas Empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master deixa o CDP2, Centro de Detenção Provisória em Guarulhos Foto: Foto: Fábio Vieira/Estadão

A Polícia Federal identificou no celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mensagens que indicam ordens diretas para ações coordenadas de influenciadores digitais. O aparelho foi apreendido em 17 de novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero, que investigou emissão de títulos de crédito falsos pelo banco. Os diálogos mostram Vorcaro determinando promoção de conteúdos positivos sobre o Master e ataques contra autoridades do sistema financeiro, incluindo o Banco Central, e jornalistas críticos à instituição.

Vorcaro repassava instruções a auxiliares externos ao quadro do banco, que operacionalizavam as campanhas nas redes sociais. O modus operandi coincide com ofensivas digitais pós-liqüidação do Master pelo Banco Central, em setembro de 2025, quando 46 perfis questionaram a decisão regulatória em 36 horas, entre 26 e 29 de dezembro. A Febraban registrou volume atípico de menções negativas, com foco em Renato Dias Gomes, diretor do BC responsável pelo indeferimento da venda ao BRB.

Contratos identificados como “Projeto DV”, pelas iniciais do banqueiro, previam remunerações de até R$ 2 milhões por influenciador, com multa de R$ 800 mil por quebra de confidencialidade. Dois influenciadores denunciaram o esquema: o vereador Rony Gabriel (PL), com 1,7 milhão de seguidores, e Juliana Moreira Leite, com 1,4 milhão, que recusaram propostas após assinar termos iniciais. Eles relataram abordagens de agências de marketing digital ligadas ao Master para desqualificar o BC e alegar erro técnico na liquidação.

A PF analisa os dados para relatório preliminar, que pode originar novo inquérito por crimes como organização criminosa ou difamação coordenada. A liquidação do Master seguiu suspeitas de fraudes de R$ 12 bilhões em créditos vendidos ao BRB, banco público do DF. O TCU determinou inspeção no BC, mas descartou reversão cautelar da medida.

Investigadores notam padrão anterior à liquidação, com Vorcaro atacando entidades reguladoras e jornalistas via intermediários. Publicações visavam desgastar o BC e a Febraban, apresentando a intervenção como articulação política. Apesar de denúncias, o BC não comentou publicamente.

A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre as mensagens. O Estadão e O Globo tiveram acesso a contratos e diálogos, confirmando valores e cláusulas. A PF cumpre mandados em SP, RJ, MG, BA e DF na operação inicial, que prendeu sete executivos, liberados depois com tornozeleira.

O caso expande investigações da Compliance Zero para manipulação digital, com potencial impacto na credibilidade do SFN. Instituições monitoram perfis para identificar mais envolvidos. Denúncias de influenciadores fortalecem apurações, com foco em prejuízos à regulação bancária.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.