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Barueri ,04/06/2026

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Pobreza em Buenos Aires cai para 17,3% no 3º tri de 2025 e classe média avança

Rendimentos superam inflação em 31,6 pp; indigência recua para 5,3% e domicílios de classe média atingem 51,4%

Fonte: Business S/A
Pobreza em Buenos Aires cai para 17,3% no 3º tri de 2025 e classe média avança Foto: Gage Skidmore/CPAC - 20.05.2025

A taxa de pobreza na Cidade Autônoma de Buenos Aires registrou queda de 28,1% para 17,3% entre o terceiro trimestre de 2024 e 2025. Os dados são do Instituto de Estatística e Censos da Cidade Autônoma de Buenos Aires (Iecba), divulgados recentemente. Na mesma base temporal, a indigência diminuiu de 11,0% para 5,3%. Essa redução beneficia diretamente 534 mil pessoas em situação de pobreza e 164 mil em indigência extrema, impactando 188 mil domicílios pobres e 55 mil indigentes. O fenômeno ocorre na capital argentina, com cerca de 3 milhões de habitantes, e sinaliza melhora nas condições socioeconômicas para empresas e investidores na região.

A explicação reside no crescimento dos rendimentos acima da inflação. Rendimentos laborais e não laborais, incluindo aposentadorias e pensões, avançaram mais que os preços no período. Uma pesquisa complementar indica alta de 69,3% na renda familiar média, contra 37,7% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) local. Isso representa ganho real de 31,6 pontos percentuais. O Iecba destaca em nota técnica: “No terceiro trimestre de 2025, os aumentos nos rendimentos foram superiores à alta dos preços. Trata-se da quarta queda interanual consecutiva”. Para o setor empresarial, isso eleva o poder de compra da população, estimulando consumo em bens e serviços.

A metodologia define indigentes como incapazes de comprar a cesta básica alimentar com a renda mensal. Pobres não indigentes não adquirem a cesta completa, que abrange itens não alimentícios e serviços. Esses critérios permitem monitoramento preciso de vulnerabilidades. No terceiro trimestre de 2025, a pobreza afeta menos lares que no ano anterior, com números absolutos em queda. Dados nacionais do Indec mostram tendência similar em outras regiões argentinas, embora Buenos Aires apresente o recuo mais acentuado na capital.

Além da pobreza, a estrutura social evolui. Domicílios de classe média subiram 19 pontos percentuais para 51,4% do total. Setor “acomodado”, equivalente a classes altas, passou de 12,6% para 16,1%. Essa expansão fortalece o mercado interno, com maior capacidade de investimento e consumo em setores como varejo, imóveis e tecnologia. Empresas multinacionais com operações em Buenos Aires ganham com mão de obra mais estável e clientela ampliada. A renda familiar média elevada impulsiona setores de bens duráveis e serviços premium.

O avanço nos rendimentos laborais reflete recuperação no mercado de trabalho. Salários ajustados superam custos de vida, reduzindo pressão por benefícios sociais. Não laborais, como pensões, seguem indexação favorável. Inflação controlada em 37,7% no IPC trimestral contrasta com picos anteriores acima de 100% ao ano. Para tomadores de decisão, os números indicam estabilidade crescente na América do Sul, com Buenos Aires como hub regional. Investimentos em infraestrutura e comércio beneficiam exportadores brasileiros conectados ao Mercosul.

Essa dinâmica prática altera cenários para negociações comerciais e expansões empresariais na Argentina. Com 51,4% de lares de classe média, o poder aquisitivo local sustenta cadeias de suprimentos regionais. A queda na indigência para 5,3% minimiza riscos sociais em áreas urbanas densas.




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