Thiaguinho transforma o pagode em império avaliado em R$ 1,5 bilhão
'Tardezinha' consolida Thiaguinho como potência do entretenimento ao vivo, combinando gestão profissional, inovação e impacto econômico inédito no setor musical brasileiro.
Foto: Divulgação/Tardizinha A força de um dos maiores nomes do pagode brasileiro ultrapassou o palco. Thiaguinho encerra 2025 liderando um império musical avaliado em R$ 1,5 bilhão, resultado da consolidação do projeto “Tardezinha” como o maior fenômeno do entretenimento nacional. Criada em 2015 para um público de pouco mais de mil pessoas, a roda de samba evoluiu para uma operação internacional — presente em 26 cidades de quatro continentes — e referência de gestão e inovação no setor.
Sob comando estratégico de Ellen Barbosa, CEO da Paz e Bem Música e Entretenimento, e do produtor Rafael Liporace, o negócio redimensionou o conceito de turnê no Brasil. Em 2025, foram 907 mil espectadores, 185 horas de música ao vivo e faturamento de R$ 305 milhões, alta de 22% em relação ao ano anterior. Além da grandiosidade, o projeto movimentou 110 mil empregos e tornou-se um case de eficiência empresarial, posicionando o pagode no mesmo patamar estrutural de festivais como Rock in Rio e Lollapalooza.
A profissionalização, iniciada há três anos, ampliou as fontes de receita e a presença de marcas estratégicas. Hoje, a “Tardezinha” opera com 15 patrocinadores de segmentos diversos — entre eles Bradesco, Citroën, Avon, NIVEA SUN, Camil e Uber — e diversifica a Renda com bilheteria (51%), bares (25%), publicidade (15%) e produtos derivados (9%). Entre os produtos estão a Ita-Draft Tardezinha, cerveja criada em parceria com a Itaipava, com 21 milhões de unidades vendidas, e a Escola de Música Tardezinha, iniciativa social com a CUFA e a Estácio.
O formato do espetáculo, com palco 360 graus, simboliza o conceito de imersão e proximidade. São sete horas e meia de apresentação que unem alta produção e experiência afetiva com o público. No encerramento em Interlagos, 80 mil pessoas acompanharam o último show da turnê, que retorna apenas em 2028. Segundo a direção, a pausa é estratégica, voltada à reestruturação da marca e novos projetos de Thiaguinho.
“Quando a gente se tornou grande, manteve o olhar do pequeno”, resume Rafael Liporace. Para Ellen Barbosa, o diferencial está em aliar a essência do pagode à visão empresarial: “Colocamos o pagode onde ele deve estar — como produto cultural de alto valor e orgulho nacional”.
Além de sucesso econômico, a “Tardezinha” reforça compromissos sociais. Somente em 2025, o projeto arrecadou 451 toneladas de alimentos, o equivalente a 34 mil cestas básicas. O impacto se estende também à economia urbana — em alguns eventos, 40% do público veio de fora da cidade, impulsionando hotéis, transportes e serviços locais.
Com o encerramento do ciclo, Thiaguinho se prepara para uma nova fase artística. Em janeiro de 2026, ele lança o projeto “Bem Black”, dedicado à Black Music e às raízes afro-brasileiras de sua trajetória. “É a síntese do que somos: da raiz ao futuro”, resume Ellen Barbosa.



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